sábado, julho 19, 2008

Surtando


Como é dura a vida de mãe que acumula funções. Antigamente a função da mulher era apenas casar e procriar. Elas tinham vários filhos e cuidavam da casa, tudo muito bem feito, claro,pois elas não trabalhavam fora, não estudavam durante o casamento...Não estou, de forma alguma, desmerecendo essas mães antigas, afinal a minha pertence a esse clube.

Eu não consigo me imaginar com mais um filho hoje. Não por falta de vontade, muito pelo contrário, adoraria ter outro bebê, já que a Carol está deixando de ser um e passando para a fase "criança". Meu problema é tempo, não consigo encaixar um bebê ou até uma gravidez atualmente.

Ontem eu quase surtei (acho que cheguei a fazê-lo, sim). Começando do começo...dia 10/06 cai da escada do meu prédio, foi uma mistura de pressa, salto alto, sono, bolsa, mochila e cansaço, não seu outra, bati a canela no degrau e fui parar no hospital. Nada sério, apenas um hematoma enorme e uma forma estranha na canela. Depois, meu carro, apesar de novíssimo, deu problemas e ficou 03 dias na concessionária. Isso tudo em semana de prova oficial na facu. Uma semana depois, Caroline ficou gripada. Levamos ao pediatra e ela melhorou mas não ficou boa. Mais uma semana e ela teve 40 garus de febre, voltamos ao pediatra e foi detectado um princípio de pneumonia. Nesse meio tempo, o carro do marido que resolve dar pau, com direito a guincho e tudo mais.

Bom, depois da quase pneumonia curada e tudo voltando aos eixos resolvi ir ao médico ver minha canela, que continuava de certa forma deformada. Chegando lá, o traumatologista deu uma boa olhada e já marcou uma drenagem para a mesma hora, ou seja, nem tive tempo de me preparar psicologicamente.

Fiz a tal e marquei uma troca de curativos para a parte da tarde. Enquanto dirigia para o escritório recebi várias ligações. Uma do escritório, falando de vários problemas que teria que resolver assim que chegasse, outra da Prefeitura, onde faço estágio, avisando que eu teria de ir a São Paulo na parte da tarde e outra da minha mãe, avisando que a Carol estava com CATAPORA.

Pára tudo...

Não aguentei a pressão e cai no choro. É muita coisa para uma cabeça só, uma mulher só, uma mãe só.

Minha vontade era sair correndo , para onde não sei.

Conclusão: passei no escritório, fiz algumas ligações para resolver alguns problemas urgentes e sai avisando para me ligarem apenas se houvesse incêndio. Peguei Caroline na minha mãe e fui para casa, pois o pediatra dela só chega no consultório às 13:00 hs. Meu marido chegou do serviço e incumbi ele de levá-la ao pediatra e parti para a Prefeitura para me livrar da viagem a SP.

Saldo. Não fui a SP, Caroline está cheia de bolinhas, mas graças a Deus muito bem e eu com muita dor na perna.

Não sei até onde vou chegar nesse ritmo, mas espero com urgência que essa provação, zica, olho gordo ou sei lá o que passe logo.

Beijos.

Um comentário:

Anônimo disse...

entendo perfeitamente sueu surto, normal demais nessas circuntâncias..também tenho os meus, ao menos 1 vez por semana, nós mães ficamos mesmo sobrecarregadas e infelizmente as feministas do passado que queimaram os sutiâs não tinahm idéia do que estavam nos metendo...